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SOLISTA COM ALAÚDE
e cá estamos ao pé do vale longe das mulheres e dos criados bebendo xerez e cultivando nossa gherra
telhas ruivas na montanha nuvens comprimindo oeste e o vento que farfalha ramos chuva gotas verdes de bambu
e preparamos espada e cavalo tramando trova para estradas tortas faz dez dias que não temos noticias da capital nem do imperador
os reis são casca e barro e o grão move o moinho e falos de carvalho semeando terra
e marchamos no primo prisma de sol frágeis e plenos de história curvando o espaço-tempo com nossos corpos de carbono e a trilha a cada estrela morta por chão calejado de pés meu chinelo e todas essas coisas de Deus
ao longe mulheres lavando no rio e a vida como a chuva é um sopro leve sobre ramos de salgheiro
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