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SOLISTA COM ALAÚDE

 

 

arranjo 1

arranjo 2

 

 

e cá estamos ao pé do vale

longe das mulheres e dos criados

                bebendo xerez

e cultivando nossa gherra

 

telhas ruivas na montanha

nuvens comprimindo oeste

e o vento que farfalha ramos

                chuva

gotas verdes de bambu

 

e preparamos espada e cavalo

tramando trova para estradas tortas

faz dez dias que não temos noticias da capital

nem do imperador

 

os reis são casca e barro

e o grão move o moinho

e falos de carvalho semeando terra

 

                e marchamos no primo prisma de sol

frágeis e plenos de história

curvando o espaço-tempo

com nossos corpos de carbono

e a trilha a cada estrela morta

por chão calejado de pés

meu chinelo e todas essas coisas de Deus

 

ao longe mulheres lavando no rio

e a vida como a chuva é um sopro leve sobre ramos de salgheiro

 

 

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