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MOVIMENTO PERPÉTUO: DUM DIANA VITREArecriação do poema 62 do Cancioneiro de Beuern
Diana na noite iça a lanterna cujo carmim tinge um aro Zéfiros apanham nuvens no céu trovando ao peito pedinte
Héspero orvalho destila sono lívio lai dedilhado aos vivos
Morfeu move mentes cansadas levando a lua em seios de velas brisa varrendo trigais maduros água correndo moinhos e além
o sono rouba a luz dos olhos
silêncio e num instante uma mão que erra explorador de vales profundos perdido em topos e teias de tramas complexas
o corpo queima-se homem inunda de vida o vinho
im pacto na rocha jogos infantis entre pernas de uma moça
céu de folhas vento perfumando as ervas lago como leito de estrelas
lançar-se a mar sem ancora noite banhada nas águas do dia
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2006 © márcio-andré textos protegidos pela lei do direito autoral. todos os direitos reservados ao autor.
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