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MÚSICA ACUÁTICA No. 12
a cidade é um parasita que se alimenta de nós
a boca
azevinho
a
o mar uma placa preta de
[falar do
mar é uma imposição do mar]
chumbo
de um
verniz fosco
doze solos
acuáticos de violinofônico*
anamorfo-
máchinas
o arco de
parábola
não conta
uma ponte
a pétala pleniluz
in dromos//
ter o olho solar de um deus e olhar sobre o ombro dos homens
juncar
o xadrez
herbáceo
rejuntar
ossos
[a onda
escavando sua espuma das nuvens mais rentes]
tocar
ausência:
o
nome a consumar seres
exsudar hermafrodita
a terra
com seus
falos de olaria
avião de
meu olho tão pecheno cuanto ave
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