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Nota: este poema já havia sido traduzido anteriormente
por Ezra Pound, dando na sua famosa composição “Make it
new”, e por Augusto de Campos, que o recriou da seguinte
maneira: “renovar/ dia sol/ a/ sol dia/ renovar”.
o primeiro e último ideograma da série, habitualmente
traduzido por “renovar” ou “novo”, é formado pelo
radical de “ereto” sobre o de “árvore”, ao lado do de
“machado”: ao cortar a árvore que está de pé, o machado
permite o seu renascimento. Nesse sentido nos pareceu
mais próprio apreender esse ideograma pela tensão
“nascer/ nascente”, evidenciando a dinâmica do poema,
que se dá na relação entre o momento de presentificação
(nascer) e o processo constante que esse momento oculta
(nascente).
Tradução de Márcio-André e Manuel Antônio de Castro
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